Domingo, 25 de Julho de 2021
71 99238-9495
Cotidiano Economia

Pesquisa aponta 635 mil famílias endividadas em Salvador

De acordo com economista, as famílias que ganham abaixo de 10 salários-mínimos possuem o nível de inadimplência maior

22/07/2021 11h38
8
Por: Carlos Sobrinho Fonte: Trbn
Pesquisa aponta 635 mil famílias endividadas em Salvador

Uma Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada pela Fecomércio-BA em julho, registrou 68,2% de famílias endividadas, sendo o maior percentual desde setembro de 2013 e acima dos 64,8% vistos no mês anterior. Atualmente, são 635 mil famílias que possuem algum tipo de dívida na capital baiana. O cartão de crédito lidera a posição dos endividados seguido dos carnês.

Para o consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze, até então, o aumento do endividamento não estava gerando alertas, pois o nível de inadimplentes estava caindo no início do ano e ficou estável entre abril e maio; porém a inflação vem impactando no orçamento das famílias.

“No entanto, ao passar de 25,7% em junho para os atuais 27,8%, começa a indicar que a inflação tem complicado a organização financeira das famílias; resultando em 259 mil famílias que não conseguiram pagar a dívida até a data do seu vencimento. Entre os endividados, o percentual maior é com dívidas no cartão de crédito, atingindo 92,4%. São pessoas que não conseguiram arcar o consumo através da renda própria e precisam do crédito, no parcelado, para manter os gastos nos supermercados, farmácias e demais compras”, complementa o economista.

A auxiliar administrativa Idla Vinhatico, conta que com desemprego durante a pandemia, alguns acordos com financeiras de cartão de crédito deixaram de ser pagos.

“Fiquei desempregada duas vezes nessa pandemia, e isso acabou gerando uma falta de renda para suprimir as dívidas que já estavam sendo solucionadas com a financeira antes mesmo de ser demitida; atualmente esses acordos estão estagnados e por consequência os juros virão em alta quando eu voltar a pagar novamente.”

De acordo com o economista, as famílias que ganham abaixo de 10 salários-mínimos possuem o nível de inadimplência maior, tendo o percentual de 71,2% dos endividados e aponta que a geração de emprego é a solução para as famílias conseguirem arcar com os compromissos feitos ao longo e curto prazo.

“Se não houver uma geração de empregos mais forte, o cenário continuará sendo de alerta. Só não leva a um quadro muito mais desfavorável, pois os bancos e financeiros se antecipam fechando a torneira do crédito ou abrindo espaço para renegociação.”

A fisioterapeuta Tais Moreira, diz que se endividou antes da pandemia e tenta renegociação para se livrar da inadimplência.

“Por conta da situação atual e pelo fato de não está trabalhando, ficou mais difícil em quitar as dívidas que tinha antes da pandemia. Porém, estou tentando um acordo ou desconto que fique no valor onde eu posso pagar e me livrar de vez da dívida.”

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias