Um mês após rompimento de barragem na BA, cerca de 160 famílias seguem desalojadas em cidades atingidas por desastre

Ruptura aconteceu no dia 11 de julho. Ninguém ficou ferido, mas centenas de pessoas precisaram sair de casa após inundação.

Um mês após o rompimento da barragem do Quati, que atingiu e inundou as cidades de Pedro Alexandre e Coronel João Sá, na região nordeste da Bahia, cerca de 160 famílias dos dois municípios ainda estão desalojadas ou desabrigadas.

De acordo com a Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (Sudec), a maior parte dessas famílias é de Coronel João Sá: 130. Elas estão em abrigos porque tiveram as casas interditadas por risco de desabamento e/ou necessidade de reformas estruturais.

Conforme a Sudec, a prefeitura do município está retornando gradativamente às residências condenadas, para avaliar e verificar custos de viabilidade de reforma dos imóveis.

O processo de pedido do aluguel social foi iniciado por 102 famílias na última semana, mas deve contemplar todas as 130.

Já em Pedro Alexandre, o número de famílias desalojadas é menor: aproximadamente 30. Ainda segundo a Sudec, essas famílias não estão em abrigos municipais, mas sim em casas de parentes.

A superintendência disse ainda que o aluguel social não foi solicitado, mas que a prefeitura está fazendo um levantamento sobre as famílias afetadas pelo rompimento da barragem.

Não há um prazo ou previsão de quando esses aluguéis devem ser disponibilizados, por conta do processo burocrático de cadastro das informações das pessoas. A Sudec detalhou que o valor depende da faixa de aluguel dos municípios e pode variar entre as duas cidades.

As prefeituras dos dois municípios chegaram a decretar situação de emergência e calamidade pública no mesmo dia do rompimento. A condição foi reconhecida pelo Governo Federal no dia 12 de julho, dia seguinte à ruptura.

Os dois prefeitos, Pedro Gomes (Pedro Alexandre) e Carlos Sobral (Coronel João Sá), foram contactados pela reportagem para falar sobre a situação das cidades, mas não houve resposta.

Com informações do G1/Bahia

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